
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ainda veem espaço para reduzir a rejeição do senador e candidato à Presidência nesta reta final do primeiro turno das eleições de 2026.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que 45% dos eleitores rejeitam Flávio, enquanto 45% rejeitam o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Portanto, ambos estão empatados como os presidenciáveis mais rejeitados. Ou seja, em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum.
A avaliação interna na campanha é de que Flávio vem numa trajetória ascendente nas pesquisas de intenção de voto. Portanto, a ideia é continuar com o trabalho feito e não inovar muito na estratégia já aplicada, pois “não se mexe em time que está ganhando”, lembrou um cacique do grupo.
A campanha deve continuar a construir a imagem de um Bolsonaro mais “moderado” do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a não atacar o Supremo como instituição — direcionando as críticas a determinados ministros, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino — e a se mostrar próximo do povo com falas sobre o endividamento dos brasileiros, por exemplo.
A família de Flávio, principalmente por meio da esposa, Fernanda, também é um dos ativos que já vêm sendo explorados para que o eleitorado conheça melhor o candidato, num toque mais humanizado. Embora Fernanda tenha destaque, a campanha chegou a explorar também a mãe dele, Rogéria, a religião e sua trajetória pessoal.
Flávio tem ressaltado ao longo da campanha que só será radical no endurecimento da segurança pública contra o crime organizado — um dos aspectos de maior preocupação da população brasileira.
Para a campanha de Flávio, a tentativa é fazer com que o antipetismo também fale mais alto entre o eleitorado de direita e de centro.
Ao lado de fortes críticas à economia e à segurança pública do governo petista, as peças publicitárias de Flávio têm ainda ressaltado suspeitas que pairam em torno de Lulinha, filho do presidente Lula, numa tônica de associar a gestão atual à corrupção.
Dentro da equipe de Flávio, há quem considere que parte da rejeição do eleitorado a ele é “herdada” automaticamente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Portanto, que as pessoas ainda podem ir se simpatizando com ele conforme vão conhecendo seu discurso e história nestes últimos dias antes do primeiro turno.
Flávio tem buscado se equilibrar entre ser um Bolsonaro com características próprias e ser o escolhido para tocar o “legado” do pai, inclusive carregando imagens e quadros dele em agendas de campanha, como em cima de trios elétricos.