
A pesca para lazer ou venda fica proibida a partir desta quinta-feira (01.10) nos rios de Mato Grosso abrangidos pelo calendário estadual da piracema. A restrição segue até 31 de janeiro de 2027 e protege os peixes durante a reprodução. Para quem costuma aproveitar os fins de semana com vara e anzol, a temporada entra em pausa pelos próximos quatro meses.
O período alcança os rios das bacias do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins. A regra permite que populações ribeirinhas e tradicionais continuem pescando para alimentar a família, mas sem usar embarcação e sem vender ou transportar o pescado. A quantidade permitida é de até três quilos por pescador ao dia ou um único peixe de qualquer peso, respeitando as espécies autorizadas e os tamanhos mínimos.
A pausa tem relação com um movimento que se repete todos os anos: peixes sobem os rios em busca de locais adequados para desovar. Com as chuvas, a elevação do nível da água favorece o desenvolvimento dos ovos e dos filhotes. A suspensão da pesca busca permitir que esse ciclo aconteça e ajude a manter a população de peixes nos anos seguintes, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
A piracema também exige atenção de peixarias, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos que possuem pescado de rio armazenado. Esses estoques precisam ser declarados ao órgão ambiental até o segundo dia útil após o início da proibição. A exigência inclui peixes frescos, resfriados ou congelados.
Outro cuidado é com os trechos de rios que fazem divisa com outros Estados. Neles, o calendário segue regras federais e tem datas diferentes. A Sema alerta que, em outubro, o peixe capturado nesses trechos não pode ser transportado nem comercializado dentro de Mato Grosso. Por isso, quem pretende pescar nessas áreas precisa conferir a regra específica do local.
O calendário estadual foi definido pelo Conselho Estadual de Pesca (Cepesca). O descumprimento das regras está sujeito às penalidades previstas na legislação ambiental.