Quinta, 15 de Outubro de 2026

Bancada de MT vota a favor do fim da escala 6x1; 'dignidade ao trabalhador'

Bancada de MT vota a favor do fim da escala 6x1; 'dignidade ao trabalhador'

15/10/2026 às 10h01
Por: Redação Fonte: Gazeta Digital
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Montagem GD
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A bancada de Mato Grosso no Senado votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta foi aprovada em dois turnos na noite de quarta-feira (14), com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação. Os 3 representantes de Mato Grosso: Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) votaram a favor do texto.

 

Enquanto Fávaro e Jayme comemoraram publicamente o resultado, Fagundes não se manifestou sobre a votação até o momento.

 

Após a aprovação, Fávaro classificou a data como um marco em sua trajetória política e destacou o impacto da medida para os trabalhadores brasileiros. Para ele, o fim da escala representa avanço na garantia de dignidade para quem depende do próprio trabalho.

 

"14 de outubro de 2026... Só por esse dia já valeu muito a pena ser senador por Mato Grosso. Votar o fim da escala 6 por 1 é trazer dignidade aos trabalhadores e às trabalhadoras deste país. Dar mais dignidade a quem trabalha e conquista a sua vida com o suor do seu trabalho", celebrou nas redes sociais. 

 

Jayme Campos defendeu que a redução da escala trabalhista representa qualidade de vida aos brasileiros e, por isso, deu entendimento favorável à matéria.

 

“Votei sim à PEC que põe fim à escala 6x1, porque acredito que desenvolvimento também significa garantir mais dignidade, descanso e qualidade de vida para quem trabalha todos os dias pelo nosso país. Como senador de Mato Grosso, fiz questão de estar ao lado dos trabalhadores nessa decisão. Seguimos avançando para transformar essa conquista em realidade", escreveu. 

 

A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente consecutivos, e prevê a adoção da escala 5x2. A redução da jornada será implementada gradualmente: 60 dias após a promulgação, o limite semanal passará a 42 horas; depois de mais 12 meses, será reduzido para 40 horas.

 

O texto aprovado pelo Senado mantém a versão que passou pela Câmara dos Deputados em maio, o que permite o encaminhamento para promulgação sem necessidade de nova votação pelos deputados. Durante a discussão em plenário, parlamentares favoráveis defenderam que a mudança amplia o tempo disponível para convivência familiar, lazer, estudos e cuidados pessoais. Também houve alertas sobre possíveis impactos nos custos das empresas, especialmente micro e pequenos negócios.

 

A aprovação representa uma das principais mudanças nas regras constitucionais da jornada de trabalho desde 1988, quando o limite semanal foi reduzido de 48 para 44 horas. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados de 2025, a mudança poderá beneficiar cerca de 26,8 milhões de trabalhadores brasileiros, entre formais e informais.

 

Com a aprovação nos dois turnos, a PEC avança para a etapa de promulgação, que formalizará a mudança constitucional e dará início aos prazos previstos para a implementação da nova jornada.

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