Domingo, 06 de Setembro de 2026

Relator da LDO acredita que queda da arrecadação pode impedir déficit zero em 2024

Relator da LDO acredita que queda da arrecadação pode impedir déficit zero em 2024

20/09/2023 às 18h56 Atualizada em 20/09/2023 às 22h56
Por: Redação
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O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 (PLN 4/23), deputado Danilo Forte (União-CE), disse que a meta fiscal do governo de zerar o déficit das contas públicas no ano que vem é muito “ambiciosa”, já que o País vem registrando queda na arrecadação. O deputado participou de audiência na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sobre o espaço das mulheres no Orçamento.

Danilo Forte disse que o governo conta com medidas de aumento da arrecadação que precisam ser aprovadas ainda neste ano. “Nós temos pouco tempo para votar matérias que muitas vezes são impopulares e que a gente percebe claramente que não tem a simpatia do conjunto do Parlamento brasileiro com relação a aumento de tributos”.

O relator da LDO disse que, apesar das dificuldades, pretende dar prioridade a algumas ações no Orçamento e citou o estímulo ao empreendedorismo feminino. Entre as mudanças que pretende adotar nas regras orçamentárias, ele citou a adoção de um cronograma de desembolsos para as emendas parlamentares no Orçamento e a inclusão das despesas escolares com uniformes, merenda e transporte no Fundo de Manutenção da Educação Básica.

Gilda Cabral, representante do grupo Elas no Orçamento, disse que o cronograma é importante. “A política social, principalmente a voltada para as mulheres, tem que funcionar de janeiro a janeiro. Não é só lá no fim do ano, quando se faz ali uma negociação: dá o voto e eu te dou tanto”.

Metas
Raquel Melo, do Ministério do Planejamento, disse que o projeto do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 (PLN 28/23) traz várias metas específicas para mulheres. Como exemplo, ela citou a meta de levar assistência técnica para 7.500 agricultoras familiares em 2024. O número sobe todo ano até atingir 37.500 mulheres em 2027.

De acordo com Elaine Xavier, também do Ministério do Planejamento, o Orçamento de 2024 (PLN 29/23) já foi elaborado de forma a facilitar o acompanhamento da execução de ações específicas para mulheres em diversos ministérios. Mas a presidente da comissão, deputada Lêda Borges (PSDB-GO), manifestou preocupação com a pulverização dos recursos. Para ela, o Ministério das Mulheres deveria concentrar mais ações.

Lia Zanotta Machado, do Consórcio Maria da Penha, destacou a queda de recursos para o combate à violência nos últimos anos. E citou o caso de Brasília, onde houve 25 feminicídios entre janeiro e agosto deste ano.

Reportagem - Silvia Mugnatto
Edição - Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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