Domingo, 06 de Setembro de 2026

Relator quer ampliar debate sobre projeto que cria marco legal para emergências em saúde pública

Relator quer ampliar debate sobre projeto que cria marco legal para emergências em saúde pública

26/09/2023 às 14h08 Atualizada em 26/09/2023 às 18h08
Por: Redação
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Alessandro Chagas: emergência em saúde pública exige ações coordenadas dos
Alessandro Chagas: emergência em saúde pública exige ações coordenadas dos

O deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO) pretende ouvir representantes dos setores produtivo, de transportes e da segurança pública para concluir relatório sobre mudanças na legislação que trata de emergências em saúde pública, como a pandemia de Covid-19, a crise dos yanomamis e as enchentes no Sul.

“Para além dos aspectos sanitários, precisamos discutir economia, preservação de empregos e de renda e questões assistenciais, antropológicas e sociológicas nos enfrentamentos dessa magnitude e complexidade”, afirmou o parlamentar nesta terça-feira (26), em debate na Câmara dos Deputados.

Ismael Alexandrino reuniu, na Comissão de Saúde, especialistas para debater o Projeto de Lei 1902/21, do ex-deputado Odorico Monteiro (CE), que cria marco legal para casos de emergências em saúde pública. O PL 4591/21, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), institui o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e tramita apensado.

O relator informou que pedirá mais duas audiências públicas sobre as propostas de análise.

Grupo de trabalho
No debate desta terça-feira, o coordenador-geral da Vigilância das Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Edenilo Barreira Filho, afirmou que o tema também está em discussão no governo, e um grupo de trabalho foi criado pelo Executivo na sexta-feira (22). Embora tenha feito ressalvas aos projetos, ele apoiou o debate na Câmara.

“A gente entende que essas propostas foram elaboradas no auge da pandemia de Covid-19, como uma tentativa de melhorar a resposta naquele momento”, disse Barreira Filho. “Sobre proteções e responsabilidades, respeito à liberdade e aos direitos individuais e coletivos, cabe à Câmara fazer a discussão.”

SUS
A experiência na pandemia reforçou o modelo do Sistema Único de Saúde (SUS), avaliaram o assessor do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) Alessandro Chagas, o assessor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) Fernando Avendanho e o médico infectologista Julival Ribeiro.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Atualização da legislação às emergências em saúde pública. Assessor Técnico - Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas
Alessandro Chagas: emergência em saúde pública exige ações coordenadas dos governos

“O sistema jurídico brasileiro é bastante avançado em relação às emergências de saúde pública. Houve na Covid-19 uma questão de desgoverno, chegou ao ponto de o Brasil ser a vanguarda do atraso em plena pandemia. Isso é que complicou, não houve exatamente um problema de legislação”, afirmou Alessandro Chagas.

Ações coordenadas
Para os três especialistas, as situações de emergência em saúde pública sempre demandarão atenção e ações coordenadas de todos os entes federativos. O SUS possui gestão tripartite (União, estados e municípios), o que foi considerado uma vantagem, mas as crises sempre exigirão novos acertos entre esses agentes.

O deputado Ismael Alexandrino, que durante a pandemia era secretário da Saúde de Goiás, concordou com os debatedores. “Pactuação é um conceito amplo que está para muito além do voto, da disputa de poder; pactuação é a busca do consenso, mesmo que, às vezes, as ideias sejam de dissenso”, comentou.

Os deputados Clodoaldo Magalhães (PV-PE), Delegada Katarina (PSD-SE), Dr. Fernando Máximo (União-RO), Enfermeira Ana Paula (PDT-CE) e Geraldo Resende (PSDB-MS) também participaram do debate de hoje.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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