Quarta, 14 de Outubro de 2026

'Não estou bem de saúde', diz Papa ao cancelar discurso no Vaticano

'Não estou bem de saúde', diz Papa ao cancelar discurso no Vaticano

06/11/2023 às 08h45 Atualizada em 06/11/2023 às 12h45
Por: Redação
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Mazur/cbcew.org.uk / Catholic Church (England and Wales) - 17.12.2022 Papa Francisco
Mazur/cbcew.org.uk / Catholic Church (England and Wales) - 17.12.2022 Papa Francisco
Papa Francisco
Mazur/cbcew.org.uk / Catholic Church (England and Wales) - 17.12.2022

Papa Francisco

O papa Francisco, de 86 ano s, disse nesta segunda-feira (6) que não se sente bem de saúde. Em uma audiência com rabinos europeus no Vaticano, o líder da Igreja Católica agradeceu pela visita, mas afirmou que não leria o discurso que estava programado para a ocasião.

"Bom dia, cumprimento todos vocês e lhes dou as boas-vindas. Obrigado por essa visita que tanto me agrada, mas acontece que eu não estou bem de saúde e, por isso, prefiro não ler o discurso, mas sim dá-lo para vocês o levarem", declarou o Papa, com a voz aparentando cansaço.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que Jorge Bergoglio estava "com um pouco de resfriado". "Ele tinha o desejo de cumprimentar individualmente os rabinos europeus e, por isso, entregou o discurso. De resto, as atividades do Papa prosseguem regularmente", ressaltou.

Francisco tem uma agenda cheia de encontros privados e audiências públicas nesta segunda-feira, incluindo uma reunião com 7 mil crianças provenientes de todo o mundo. O Vaticano ainda não deu mais detalhes sobre a saúde do pontífice.

Em junho passado, Jorge Bergoglio ficou nove dias internado devido a uma cirurgia para tratar uma hérnia em uma cicatriz abdominal. Antes disso, em março, o Papa havia sido hospitalizado devido a uma bronquite.


Apelo pela paz

O discurso entregue por Francisco aos rabinos demonstrou preocupação com a "disseminação de manifestações antissemitas" na esteira do c onflito entre Israel e o grupo palestino Hamas no Oriente Médio .

No entanto, o Papa alertou contra o "brusco ímpeto da vingança e a loucura do ódio bélico" e disse que as pessoas precisam ser "testemunhas de diálogo". "Não as armas, não o terrorismo, não a guerra, mas sim a compaixão, a justiça e o diálogo são os meios adequados para edificar a paz", acrescentou.

Fonte: Internacional

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