Sábado, 29 de Agosto de 2026

Presidente da Interpol é acusado de tortura e detenção arbitrária

Presidente da Interpol é acusado de tortura e detenção arbitrária

27/11/2023 às 14h17 Atualizada em 27/11/2023 às 18h17
Por: Redação
Compartilhe:
Twitter/Interpol General dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Interpol, Ahmed Nasser al-Raisi
Twitter/Interpol General dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Interpol, Ahmed Nasser al-Raisi
General dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Interpol, Ahmed Nasser al-Raisi
Twitter/Interpol

General dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Interpol, Ahmed Nasser al-Raisi

O presidente da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), o emiradense Ahmed Nasser al-Raisi, foi acusado de tortura e detenção arbitrária contra um pesquisador e um segurança nos Emirados Árabes Unidos. A denúncia foi entregue na Áustria, e deve levar al-Raisi a participar de uma assembleia-geral da organização em Viena. As autoridades austríacas deverão investigar as acusações apresentadas contra o presidente.

Quem fez as acusações foi o pesquisador Matthew Hedges e o agente de segurança Ali Issa Ahmad, que teriam sofrido as ações em 2018 e 2019, respectivamente. Eles teriam sido detidos e torturados durante uma viagem no país, e acreditam que al-Raisi foi o responsável pelo destino, uma vez que ele também é inspetor-geral do Ministério do Interior dos Emirados Árabes.

O procedimento em questão que Hedges e Ahmad teriam sido pegos foi o de "jurisdição universal", que permite que as autoridades processem suspeitos que viajam ao país.

Hedges é professor universitário em Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Em 2022, ele cedeu uma entrevista à AFP, contando do momento em que foi detido após finalizar uma viagem de estudos.

Segundo o docente, ele ficou preso durante sete meses, descrevendo a experiência como "apavorante", sendo a maior parte desse tempo cumprido em regime de isolamento. Ele ainda acrescenta que haviam "ameaças de violência" para ele confessar um suposto envolvimento com o serviço de inteligência britânico.

A constante coação o fez confessar forçadamente o suposto crime, o condenando à prisão perpétua por espionagem em novembro de 2018. Entretanto, a decisão foi revogada após uma semana por conta da pressão internacional sobre o caso.

Já Ahmad foi detido por vestir uma camiseta em apoio ao Catar durante a Copa das Nações da Ásia. Na época, o país estava sendo confrontado pelos Emirados Árabes Unidos. O agente de segurança ficou preso por três semanas, e afirma que recebeu socos e facadas na detenção.

Na França, sede da Interpol, al-Raisi está sendo investigado desde março de 2022 por "participação em torturas". Procedimentos penais na Noruega, Suécia e Turquia também foram iniciados. O emiradense está no cargo desde novembro de 2021, quando foi eleito em meio a protestos de organizações de direitos humanos.

Fonte: Internacional

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias