Sábado, 29 de Agosto de 2026

Número de mortos em Gaza chega a 18,6 mil; Rússia propõe cúpula de paz

Número de mortos em Gaza chega a 18,6 mil; Rússia propõe cúpula de paz

13/12/2023 às 13h17 Atualizada em 13/12/2023 às 17h17
Por: Redação
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Forças de Defesa de Israel - 1.11.23 Israel divulga novas imagens das Forças de Defesa na Faixa de Gaza, durante incursões terrestres
Forças de Defesa de Israel - 1.11.23 Israel divulga novas imagens das Forças de Defesa na Faixa de Gaza, durante incursões terrestres
Israel divulga novas imagens das Forças de Defesa na Faixa de Gaza, durante incursões terrestres
Forças de Defesa de Israel - 1.11.23

Israel divulga novas imagens das Forças de Defesa na Faixa de Gaza, durante incursões terrestres

Subiu para 18.608 o número de mortos nos ataques de Israel à Faixa de Gaza, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Ministério da Saúde do enclave palestino, controlado pelo Hamas.

A maior parte das vítimas do conflito iniciado em 7 de outubro, quando o Hamas cometeu atentados terroristas sem precedentes em Israel, deixando 1,2 mil mortos, é formada por crianças e mulheres, de acordo com as autoridades locais.

Já o número total de soldados israelenses mortos desde o início das operações terrestres em Gaza subiu para 112, após oito militares perderam a vida ontem no norte da região.

Durante a ofensiva, o Exército de Israel identificou e destruiu "uma célula terrorista na área de Shujaia que se preparava para lançar foguetes contra o território israelense".

Hoje, a Rússia pediu à ONU para convocar uma "conferência internacional" para resolver a questão palestina, com a participação dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, da Liga Árabe, da Organização da Conferência Islâmica e o Conselho de Cooperação do Golfo.

"Espero que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, seja capaz de tomar tal iniciativa", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, citado pela agência Tass.

O pedido é feito após a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovar a resolução que pede um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza, com 153 votos a favor, incluindo o do Brasil, 10 contrário e 23 abstenções, incluindo Itália.

"Sobre a resolução das Nações Unidas relacionada à crise no Oriente Médio, o voto de abstenção da Itália foi extremamente considerado, não é um voto contra: com a abstenção dizemos que partilhamos algumas partes, mas não outras. Continuamos a trabalhar por uma trégua, com foco na população civil de Gaza", explicou a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

Cisjordânia

Paralelamente, a União Europeia se demonstrou favorável à aplicação de sanções contra os "autores dos ataques na Cisjordânia", pois os colonos israelenses "devem ser responsabilizados pelas suas ações".

"O aumento da violência por parte dos colonos extremistas está a infligir um enorme sofrimento aos palestinos. E está a pôr em risco as possibilidades de alcançar uma paz duradoura. Também poderá tornar toda a região mais instável", justificou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante discurso no plenário do Parlamento do bloco.

Ela enfatizou que "esta violência não tem nada a ver com a luta contra o Hamas e deve parar" e reforçou "a necessidade de evitar que o conflito se espalhe por toda a região".

Von der Leyen destacou que todos têm assistido "um aumento no número de tiros disparados pelo Hezbollhan pró-iraniano em toda a região. Também temos visto ataques conduzidos pelo Houthis com mísseis balísticos, drones implantados contra Israel e o aumento do número de ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho".

"Tudo isso é perigoso. Mas ainda é possível impedir a escalada da situação. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para acabar com esta guerra e o reinado do Hamas em Gaza. E devemos fazer tudo para trazer uma nova esperança a estes tempos sombrios", concluiu.

Fonte: Internacional

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