Sexta, 28 de Agosto de 2026

Equador: preso em embaixada vai para presídio de segurança máxima

Equador: preso em embaixada vai para presídio de segurança máxima

07/04/2024 às 08h00 Atualizada em 07/04/2024 às 12h00
Por: Redação
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Reprodução/redes sociais Transferência de Jorge Glas para penitenciária de segurança máxima contou com forte aparato policial
Reprodução/redes sociais Transferência de Jorge Glas para penitenciária de segurança máxima contou com forte aparato policial
Transferência de Jorge Glas para penitenciária de segurança máxima contou com forte aparato policial
Reprodução/redes sociais

Transferência de Jorge Glas para penitenciária de segurança máxima contou com forte aparato policial

O ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas foi transferido neste sábado (6) para uma penitenciária de segurança máxima no país depois de ser preso por policiais que invadiram a embaixada do México em Quito, onde ele estava desde dezembro do ano passado.

Segundo o Serviço Nacional de Atendimento Integral para Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores do Equador, Glas foi transferido para o Centro de Privação de Liberdade nº3 de Guayas, em Guayaquil.

A transferência contou com forte aparato policiail e o apoio das Forças Armadas e da Polícia Nacional do país.

Glas foi condenado a seis anos de prisão por corrupção em um caso envolvendo a Odebrecht, e estava na embaixada do México em Quito desde dezembro do ano passado. Na última sexta-feira, o governo mexicano concedeu asilo político ao ex-vice-presidente equatoriano, que alega sofrer perseguições da Procuradoria-Geral do Equador.

Crise diplomática

Na noite de sexta-feira, policiais equatorianos invadiram a embaixada do México em Quito para prender Glas. A medida foi reprovada pelo governo mexicano, que rompeu relações diplomáticas com o Equador.

Segundo a Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas, de 1961, embaixadas, consulados e demais locais de missão de um país dentro de outro são considerados invioláveis. Tanto o Equador quanto o México assinaram a convenção ainda na década de 1960.

Por serem espaços invioláveis, a entrada de agentes nesses locais depende de autorização prévia do chefe da missão estrangeira. Isso significa que a polícia equatoriana precisaria do aval da embaixadora mexicana para prender Glas.

Reação brasileira

Em nota divulgada neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro reprovou a decisão equatoriana e prestou solidariedade ao México. "A medida levada a cabo pelo governo equatoriano constitui grave precedente, cabendo ser objeto de enérgico repúdio, qualquer que seja a justificativa para sua realização", diz o texto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi às redes sociais prestar solidariedade ao seu homólogo mexicano, Andrés Manuel López Obrador, a quem chamou de "amigo".

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Fonte: Internacional

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