
O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT) elegeu nesta sexta-feira (30) a investigadora Janny Silva, de Cuiabá, como sua nova presidente para o triênio 2027/2029. Ela recebeu 543 votos, correspondendo a 72,95% dos votantes. Houve ainda 201 votos nulos. Janny substituirá o atual presidente Gláucio Castañon, que deixa o comando depois de dois mandatos. Também foram eleitas as novas diretorias das subsedes do Sinpol em Juína, Barra do Garças, Cáceres, Água Boa, Alta Floresta, Rondonópolis e Tangará da Serra.
“Nosso primeiro compromisso será reunir a nova diretoria com representantes de todas as subsedes, para construirmos, de forma conjunta e democrática, os próximos passos da nossa luta em defesa dos direitos dos policiais civis. Temos grandes desafios pela frente, como a recomposição das perdas salariais, a valorização da categoria, a garantia da paridade e integralidade, a defesa dos aposentados e pensionistas, melhores condições de trabalho e o fortalecimento da assistência jurídica e social aos filiados”, aponta a nova presidente eleita.
Janny Silva indica ainda que o Sinpol vai trabalhar pela regulamentação de direitos previstos na Lei Orgânica Nacional e pela aproximação do sindicato com cada policial civil. “Queremos um SINPOL forte, presente e atuante, que dialogue com a categoria e transforme reivindicações em conquistas. Nossa gestão será pautada pela união, força e valorização de todos os policiais civis de Mato Grosso”, assegura.
O processo foi conduzido por uma comissão eleitoral eleita em 8 de setembro, presidida por Jonas de Oliveira Almeida. Ainda integram a comissão Elton Nogueira Barbosa de Lima, Patrícia Martins Mágio do Ó, Marlucia Moreira Neves e Wilton Brandi Hohlenwerger Júnior.
A ‘Chapa Íntrega – União, Força e Valoriziação’, liderada por Janny Silva concorreu sozinha, já que uma segunda chapa foi protocolada fora do prazo regimental previsto em edital. Uma segunda situação envolveu uma filiação sindical fora do prazo legal, previsto no Estatuto do Sindicato, para habilitação de concorrência.
A Comissão Eleitoral, inclusive, teve que publicar uma nota oficial de esclarecimento à categoria durante a semana. Isso porque circulou nas redes a informação inverídica de que uma chapa intitulada “Mudança que valoriza” teria sido “impedida de disputar” as eleições. “A referida chapa JAMAIS FOI PROTOCOLADA PERANTE A COMISSÃO ELEITORAL”, esclarece o comunicado da Comissão Eleitoral. “Ninguém pode ter um registro de chapa ‘indeferido’ ou ser ‘impedido’ de disputar se sequer praticou o ato material de protocolar a respectiva chapa dentro do prazo estatutário“, completa a Comissão.
Houve ainda um questionamento na justiça relacionado ao policial Ademar Torres de Almeida. A Comissão Eleitoral entendeu que ele não preencheu requesitos legais para a habilitação de disputa. Ficou 3 anos e 6 meses desfiliado do Sinpol, realizando uma refiliação considerada ‘tardia’, em outubro de 2025. “Entre 30/10/2025 e o prazo final de registro de candidaturas em 29/09/2026, transcorreram exatamente 334 dias, equivalentes a 10 meses e 30 dias. Faltavam-lhe, portanto, pelo menos 31 dias para completar 01 (um) ano civil ininterrupto de filiação. A Regra de 1 Ano é do Estatuto Social (Assembleia Geral) e Não da Comissão”, aponta a nota da Comissão Eleitoral.
“A Comissão Eleitoral do SINPOL/MT reafirma seu compromisso inarredável com a estrita legalidade, a segurança jurídica e a soberania das normas estatutárias aprovadas pelos Policiais Civis do Estado de Mato Grosso, repudiando ilações desprovidas de respaldo probatório que visem unicamente tumultuar o legítimo exercício democrático da categoria”, conclui a nota.
As novas diretorias eleitas têm as seguintes composições:
SUBSEDES REGIONAIS DO INTERIOR
SUBSEDE REGIONAL DE JUÍNA/MT
SUBSEDE REGIONAL DE BARRA DO GARÇAS/MT
SUBSEDE REGIONAL DE CÁCERES/MT
SUBSEDE REGIONAL DE ÁGUA BOA/MT
SUBSEDE REGIONAL DE ALTA FLORESTA/MT
SUBSEDE REGIONAL DE RONDONÓPOLIS/MT
SUBSEDE REGIONAL DE TANGARÁ DA SERRA/MT