Segunda, 31 de Agosto de 2026

Relatório acusa milícias comandadas pela Rússia de abusar de civis

Relatório acusa milícias comandadas pela Rússia de abusar de civis

18/07/2023 às 13h15 Atualizada em 18/07/2023 às 17h15
Por: Redação
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Em setembro de 2022, tropas ucranianas encontraram 447 corpos em Izium
Reprodução

Em setembro de 2022, tropas ucranianas encontraram 447 corpos em Izium

Um relatório divulgado pelo Center for Information Resilience acusa quatro milícias militares comandadas pela Rússia de cometerem abusos de Direitos Humanos, contra civis e prisioneiros de guerra, durante a ocupação da cidade ucraniana de Izium, em abril de 2022. Uma investigação corroborou os dados apresentados no relatório. Os soldados paramilitares pertencem às regiões da República Popular de Lugansk (RPL) e Donetsk (RPD), em Donbass, e teriam matado a tiros duas crianças, de 12 e 13 anos. As informações são do The Guardian.

Os soldados das milícias teriam roubado “tudo”, forçando os proprietários a se ajoelharem diante das armas e, ainda, teriam removido vidros duplos das janelas, que servem para proteger contra o frio intenso da Ucrânia, segundo as informações. As forças russas tomaram Izium após um mês de conflito na região. Em setembro do mesmo ano, tropas ucranianas retomaram a cidade de Izium em uma contra-ofensiva e descobriram uma vala com 447 corpos.

A RPL e a RPD foram proclamadas nos antigos territórios de Lugansk e ​​Donetsk, na Ucrânia, após um referendo realizado durante a Revolução Ucraniana de 2014, que protestava contra o presidente eleito, Viktor Yanukovych, cujo episódio ficou conhecido como “Euromaidan”. Os territórios, porém, não foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas sim pela Rússia e outros países aliados, como a Coreia do Norte e a Síria.

“Muitas das vítimas e sobreviventes de abusos de direitos humanos perpetrados durante a ocupação russa não sabem exatamente quais unidades foram responsáveis ​​pelos abusos cometidos contra eles”, aponta o relatório, que também responsabiliza combatentes ucranianos “controlados pelos russos”.

Fonte: Internacional

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