Domingo, 30 de Agosto de 2026

Bombardeio a cidades de Gaza que abrigam civis mata 80 pessoas

Bombardeio a cidades de Gaza que abrigam civis mata 80 pessoas

17/10/2023 às 13h46 Atualizada em 17/10/2023 às 17h46
Por: Redação
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Reprodução Khan Younes abriga vários civis que aguardam autorização para sair de Gaza
Reprodução Khan Younes abriga vários civis que aguardam autorização para sair de Gaza
Khan Younes abriga vários civis que aguardam autorização para sair de Gaza
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Khan Younes abriga vários civis que aguardam autorização para sair de Gaza

Bombardeios de Israel atingiram as cidades de Rafah e Khan Younes durante a madrugada desta terça-feira (17) na Faixa de Gaza, matando 80 pessoas, segundo o Ministério do Interior de Gaza.

A área está repleta de civis que fugiram do norte de Gaza quando Israel estipulou um curto prazo curto para que as pessoas deixassem suas casas rumo ao sul. Khan Younes é a maior cidade do sul de Gaza e atualmente abriga o maior dos dois grupos de brasileiros em Gaza, com 16 pessoas, sendo 9 crianças, 5 mulheres e 2 homens.


Por sua vez, Rafah é a cidade que possui a única fronteira internacional que está fora do domínio das forças de Israel, servindo de abrigo para vários grupos de estrangeiros que aguardam a abertura da passagem para o Egito, permitindo sua repatriação. A cidade tem, no momento, 10 brasileiros - 4 crianças, 3 mulheres e 3 homens.


Crimes de guerra

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta terça-feira (17) que o cerco de Israel à Faixa de Gaza e a ordem para a retirada de civis da região norte pode configurar uma violação aos direitos internacionais.

De acordo com Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório, Israel não se esforçou para garantir que os civis saíssem de casa com acomodações com condições adequadas de higiene, segurança, alimentação e segurança.


“Estamos preocupados que esta ordem, combinada com a imposição de um cerco completo a Gaza, possa não ser considerada uma evacuação temporária legal e, portanto, equivaleria a uma transferência forçada de civis, em violação do direito internacional”, disse Ravina.

Fonte: Internacional

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