Sábado, 29 de Agosto de 2026

Hamas suspende negociações de reféns após ataques em hospitais de Gaza

Hamas suspende negociações de reféns após ataques em hospitais de Gaza

12/11/2023 às 17h18 Atualizada em 12/11/2023 às 21h18
Por: Redação
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Entrada do hospital al-Shifa, afetado por ataques israelenses
Marwan Sawwaf/Alef MultiMedia/Oxfam - 10/10/2023

Entrada do hospital al-Shifa, afetado por ataques israelenses

O Hamas decidiu neste domingo (12) suspender as negociações com Israel para a libertação de reféns após intensos ataques israelenses ao hospital al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.

Depois de bombardeios no hospital, a unidade ficou sem combustível e teve sua operação comprometida. Neste domingo, o Ministério da Saúde palestino informou que a ala cardíaca ficou completamente destruída por um ataque aéreo.

As Forças de Defesa de Israel acusam o Hamas de manter um centro de comando no subsolo do hospital, sem apresentar provas - o grupo nega.

Israel ordenou a evacuação completa do hospital e afirmou que os militares "abriram e garantiram uma passagem que permite à população civil evacuar [para o sul], a pé e em ambulâncias, dos hospitais al-Shifa, Rantisi e Nasser". O Ministério da Saúde, porém, afirma que é impossível realizar uma evacuação em segurança, já que faltam ambulâncias e equipamentos adequados para transportar os feridos.

Em entrevista à NBC News, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país ofereceu combustível ao hospital, mas o Hamas teria recusado. "O Hamas, que está escondido nos hospitais e se colocando lá, não quer o combustível para o hospital. Eles querem obter o combustível que levarão dos hospitais para os seus túneis, para a sua máquina de guerra", acusou Netanyahu.

Em comunicado emitido neste domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que "bebês prematuros e recém-nascidos ligados a dispositivos necessários à sua sobrevivência estão agora morrendo devido à falta de eletricidade, oxigênio e água no hospital al-Shifa, e outros hospitais também estão expostos a este perigo".

A OMS disse estar "horrorizada" com os ataques ao hospital al-Shifa, e citou "intensas hostilidades em torno de muitos hospitais" no norte da Faixa de Gaza.

Fonte: Internacional

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