Sexta, 30 de Outubro de 2026

TCE diz que adotará medidas para cumprir decisões judiciais após operação da PF em Mato Grosso

TCE diz que adotará medidas para cumprir decisões judiciais após operação da PF em Mato Grosso

30/10/2026 às 10h07
Por: Redação Fonte: SóNoticias
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Redação Só Notícias (fotos: assessoria)
Redação Só Notícias (fotos: assessoria)

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE) suspendeu o expediente e os prazos processuais desta quinta-feira, além da sessão plenária prevista para a próxima terça-feira (3), após a deflagração da Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos a servidores da instituição.

Em nota, o tribunal informou que adotará todas as providências necessárias para cumprir as determinações judiciais autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A manifestação foi assinada pelo vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Júlio Teis.

A instituição também assegurou o compromisso com a continuidade dos trabalhos e a normalidade administrativa. “O TCE-MT seguirá atuando com responsabilidade e serenidade, em observância à legalidade e ao cumprimento de sua missão constitucional de controle externo”, diz outro trecho da nota.

A Operação Tomada de Contas foi deflagrada hoje pela Polícia Federal, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro Og Fernandes, do STJ. Entre os alvos das ordens de prisão estão o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, e o consultor jurídico-geral da instituição, Grhegory Paiva Pires Moreira. Outros servidores ocupantes de cargos de confiança e dois advogados também estão entre os alvos. O STJ determinou ainda o afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar de suas funções.

Durante a operação, foram apreendidos dinheiro, joias, relógios e veículos de luxo. As buscas também ocorreram nas dependências do TCE-MT, incluindo os gabinetes do conselheiro José Carlos Novelli e do ex-conselheiro Valter Albano.

A investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis tratamentos diferenciados na liberação de recursos públicos. Também são investigadas divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas e saques recorrentes em dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As suspeitas ainda são objeto de investigação.

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